Mulher relata experiência com Deus

      

Mulher relata experiência com Deus após cura de leucemia: ‘É sua fé e intimidade com Ele’

Valdelice Lima da Costa passou por um transplante de medula óssea após ser diagnosticada com leucemia.

ATUALIZADO: TERÇA-FEIRA, 21 SETEMBRO DE 2021 AS 2:35

Valdelice em 2007, época em que enfrentava a leucemia, e hoje, recuperada e saudável. (Foto: Arquivo pessoal)
Valdelice em 2007, época em que enfrentava a leucemia, e hoje, recuperada e saudável. (Foto: Arquivo pessoal)

Em setembro de 2007, Valdelice Lima da Costa, na época com 30 anos, foi diagnosticada com leucemia em estágio avançado. A doença começou a se manifestar com manchas no corpo e com uma forte inflamação na garganta que não passava.

A costureira procurou um hospital de Fortaleza com febre alta, devido à inflamação na garganta. Ela disse ao G1 que, depois do nascimento da sua terceira filha, recebeu um encaminhamento para procurar um posto de saúde e tratar uma anemia.

"Eu já vinha, desde que eu tive a última filha e que eu saí do hospital, com encaminhamento para um posto de saúde porque eu já estava com anemia. E veio uma questão toda de cuidados, de depois voltar a trabalhar, e devido a todos os afazeres, eu fui deixando a saúde de lado. Até que eu comecei a ter uma infecção na garganta. Eu não ficava boa dessa infecção. Já tinha tomado vários tipos de antibióticos e não ficava boa, a febre não cedia. Aí foi quando eu procurei um hospital. Como eu já estava com manchas roxas no corpo, eles me encaminharam para um cardiologista", explica.

Segundo Valdelice, durante a consulta com o cardiologista, foi solicitado um exame de sangue. O resultado deixou os médicos em alerta, pois já havia indícios da doença.

"Foi o cardiologista que pediu um hemograma [exame de sangue]. Aí em um simples hemograma foi descoberto. Descobri que eu estava com suspeita de leucemia. Aí me encaminharam para o Hemoce, e lá do Hemoce, me encaminharam para o HGF [Hosppital Geral de Fortaleza]. No dia que eu fui para o HGF, eu já fiquei internada. Já não deixaram mais eu vir para casa porque eu já tinha que receber sangue", relata.

Diagnóstico de leucemia

Com o resultado do exame de sangue em mãos, os médicos que estavam tratando da saúde de Valdelice solicitaram novos exames para confirmar a suspeita de leucemia, ou descartar. Para a tristeza e preocupação da família, Valdelice foi diagnosticada com a doença.

"A minha mãe era quem estava comigo no dia que eu recebi o resultado. E antes de eu receber o resultado, na emergência do HGF, o médico já tinha chamado ela para falar com a assistente social, que a suspeita seria leucemia. Mas não tinha ainda o diagnóstico. Só depois de ter feito o biograma. Quando confirmaram ela estava comigo e faltou o chão [...] A aflição dela foi tão grande em receber aquele resultado que antes era só uma dúvida, que eu tirei forças não sei de onde para reagir, para tentar pelo menos reagir sem entrar em pânico", conta.

Abraçada pela família e por amigos, Valdelice começou as sessões de quimioterapia - o que avalia como um momento doloroso da sua vida.

"É um tratamento muito difícil, muito doloroso, e nessas horas a gente conta com a família e com os amigos, que foram muitos, muitos mesmo que chegaram junto em todos os tipos de afeto, e principalmente na doação de sangue, plaquetas. Tinha dia que eu recebia duas bolsas de sangue".

Transplante de medula óssea

Depois do diagnóstico de leucemia, os médicos chamaram os irmãos de Valdelice para fazer exames de compatibilidade. Para renovar sua esperança e trazer alegria, duas irmãs dela foram compatíveis. Valnízia Costa foi quem doou medula e ajudou a salvar a vida da irmã.

O transplante foi realizado em janeiro de 2008 no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP). "Quando eu cheguei no interior de São Paulo, lá na cidade de Jaú, eu muito me admirei, porque tinham muitos casos. Fiquei numa casa de apoio onde tinha só pessoas que iam fazer o transplante e que já tinham feito".

Em 2009, depois de já ter passado pelo transplante de medula óssea, Valdelice descobriu uma deficiência através de novos exames. A medula dela não estava produzindo hemácias. A costureira precisou retornar ao hospital em São Paulo para, novamente, a irmã ajudar a salvar sua vida.

"As células cancerígenas não apareceram mais na minha medula, mas eu fiquei com uma deficiência que a minha medula não fabricava as hemácias, que são os globos vermelhos. Aí eu tive que ir novamente para lá com a minha irmã e aí ela doou só células. Fiz de novo tipo um 'retransplante' e deu um reforço nessa medula", explica.

A base é a fé

Depois disso, Valdelice se recuperou e hoje, diariamente, celebra a alegria de ter sobrevivido. Casada, seus dois filhos mais velhos, Jefferson Costa e Rebeca Costa são doadores de sangue e cadastrados para doação de medula óssea.

"A base da gente num momento como esse é a nossa fé. Independente de qualquer coisa que esteja acontecendo, tudo para você ali naquela hora desaba. Você está super bem, fazendo tudo que você pode fazer, e de repente você se vê em cima de um leito dependendo de doações de sangue, doações de plaquetas, dependendo que apareça um doador [...] é Deus por você, e, aí, a sua fé, a sua intimidade com Deus, a sua experiência que você tem com Deus naquele momento é única. Você não vai esquecer nunca", testemunha.

Israelenses resgatam 41 mulheres

         

Israelenses resgatam 41 mulheres que se escondiam do Talibã no Afeganistão

Numa perigosa operação, a ONG IsraAID evacuou as afegãs e as levou para os Emirados Árabes.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWS E THE ALGEMEINER

ATUALIZADO: TERÇA-FEIRA, 21 SETEMBRO DE 2021 AS 12:28

As refugiadas afegãs chegam aos Emirados Árabes Unidos. (Foto: Afra Al Hameli).
As refugiadas afegãs chegam aos Emirados Árabes Unidos. (Foto: Afra Al Hameli).

Os esforços para resgatar civis no Afeganistão ainda continuam, mesmo depois da saída das tropas americanas do país no final de agosto. Na semana passada, uma equipe de resgate israelense conseguiu evacuar 41 mulheres, que estavam escondidas do grupo terrorista Talibã.

Entre as afegãs estavam uma cantora, 19 membros da equipe de ciclismo, três integrantes da equipe de robótica, ativistas dos direitos femininos e várias familiares. 

As equipes da ONG de ajuda humanitária, IsraAID, enfrentaram um perigoso desafio de procurar as mulheres numa cidade dominada por talibãs. 

"O problema era que eles tinham que recolhê-las do esconderijo. As equipes de resgate precisaram fazer rondas pela cidade em becos para resgatar essas pessoas, tentando não criar nenhum movimento suspeito”, relatou Yotam Polizer, CEO da IsraAID.

Polizer também afirmou que após as equipes conseguirem retirar as mulheres da cidade, o grupo ainda precisou permanecer escondido num abrigo por dois dias, na fronteira com o Tajiquistão, até que o governo tadjique lhes concedesse permissão para entrar no país.

“A parte estressante era mesmo na fronteira, havia muitos talibãs na área. Eles não foram autorizados a deixar o abrigo e ficamos muito estressados ​​com a possibilidade de alguém encontrá-los", explicou Polizer.

As refugiadas afegãs foram recebidas por trabalhadores humanitários israelenses na capital Tadjiquistão, Dushanbe, e em 6 de setembro elas embarcaram num avião com destino aos Emirados Árabes, fretado pelo bilionário canadense-israelense Sylvan Adams.

O Talibã é contra os direitos das mulheres. Quando o grupo extremista ocupou o poder pela última vez, entre 1996 e 2001, as meninas foram proibidas de frequentar a escola e as mulheres de trabalhar.

Na sexta-feira (17), surgiram relatos de que o Talibã havia transformado o Ministério da Mulher no “Ministério de Oração e Orientação e Promoção da Virtude e Prevenção do Vício”, que anteriormente comandava uma força policial que implementou uma versão radical da lei islâmica, aterrorizando a população.

Sofrendo com pensamentos suicidas

  

Jovem suicida que entraria no Estado Islâmico conhece Jesus e é batizada

Sofrendo com pensamentos suicidas, a muçulmana Rita Chaima decidiu se aliciar ao Estado Islâmico para matar pessoas. Mas, ao ler a Bíblia, encontrou Deus.

FONTE: CBN NEWS

ATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 17 SETEMBRO DE 2021 AS 4

A ex-muçulmana Rita Chaima foi resgatada das trevas para a luz. (Foto: Reprodução/CBN News).
A ex-muçulmana Rita Chaima foi resgatada das trevas para a luz. (Foto: Reprodução/CBN News).

Rita Chaima experimentou uma transformação completa ao conhecer Jesus: foi salva, curada e liberta. Rita cresceu como muçulmana e desde muito cedo enfrentava a depressão e pensamentos suicidas. 

“Eu apenas vivia um mundo cruel e eu não queria ser parte dele”, contou a jovem no documentário "In His Footsteps" do ministério The Last Reformation. 

Perdida em sua angústia e desesperança, Rita tentou suicídio por três vezes. "Eu estava usando drogas, estava fumando, estava fumando qualquer coisa. Eu só queria me destruir”, disse.

A garota ficou com tanta raiva em seu coração que decidiu se aliciar ao Estado Islâmico (ISIS) para matar os “infiés”, que não seguiam o islamismo, na jihad. “Eu odiava pessoas que não eram muçulmanas. Queria matá-las”, contou Rita.

Os vídeos de decapitações do Estado Islâmico incentivaram a jovem em sua decisão. "Eu adorava vê-los sangrando. Via vídeos de decapitação e adorava”, relatou.

Porém, algo interferiu nos planos terroristas de Rita. Sua mãe trouxe vários livros gratuitos para ela ler, entre eles estava uma Bíblia. A garota então começou a ler a Palavra de Deus para refutar o cristianismo, mas acabou tendo um encontro com Jesus. 

“Comecei a ler a Bíblia para provar aos cristãos que eles estavam errados. Mas eu estava errada! E a graça de Jesus Cristo começou a me tocar. Eu estava lendo coisas como 'ore por seus inimigos', 'ame-os' e eu queria matá-los”, lembrou.

“Intelectualmente, eu não queria aceitar Jesus, mas Jesus começou a trabalhar em meu coração”, confesso. Sem conseguir resistir ao amor de Cristo, ela o recebeu como Senhor e Salvador e decidiu segui-lo, ao invés de se juntar ao ISIS.

Quando Rita contou à sua família muçulmana que havia se convertido ao cristianismo, eles a rejeitaram e pararam de falar com ela. A jovem disse que se fosse no passado, a depressão a teria dominado nesse momento difícil, mas agora ela tinha Cristo para lhe ajudar, através da leitura da Bíblia.

“Jesus estava lá comigo. Ele estava me encorajando. O Espírito Santo estava realmente lá. Eu senti isso, eu sabia disso”, contou.

Resgatada das trevas para a luz

No batismo de Rita, Deus completou sua obra da vida da ex-muçulmana. Enquanto era batizada nas águas, os espíritos malignos que a possuíam se manifestaram. "Eu nem me lembro o que fiz. Eu tive que ver o vídeo do meu batismo. Eu estava completamente louca, o demônio estava louco, não fui eu. Eu chutei Jon. Ele me batizou”, disse. 

Enquanto a jovem se debatia e gritava, Jon começou a expulsar os demônios pelo poder do nome de Jesus. Rita foi liberta e ainda foi batizada no Espírito Santo. 

“Após o batismo, senti como se o peso tivesse desaparecido completamente. E eu estava tão animada para ir e fazer discípulos. Comecei a querer falar de Jesus para todos, até para as pessoas que me levaram ao terrorismo. Queria ir vê-los, dizer-lhes que estão errados e que o amor os espera”, testemunhou Rita.

Hoje, é isto que a jovem cristã está fazendo. Junto com o evangelista Peter Ahlman e outros cristãos, ela viaja para contar seu testemunho de transformação.

  

Idoso de 106 anos

            

Idoso de 106 anos continua orando e falando de Jesus: “Já li a Bíblia 126 vezes”

Syllas Menezes fala de Jesus às pessoas e toca louvores em um lar de idosos no interior de SP.

FONTE: INFORMAÇÕES DO LIBERAL

ATUALIZADO: TERÇA-FEIRA, 21 SETEMBRO DE 2021 AS 11:19

Seu Syllas celebrou 106 com uma vida dedicada a Deus, em Americana (SP). (Foto: Marcelo Rocha/O Liberal)
Seu Syllas celebrou 106 com uma vida dedicada a Deus, em Americana (SP). (Foto: Marcelo Rocha/O Liberal)

Com 106 anos completados na última quinta-feira (16), Syllas Menezes continua sendo movido por sua fé: ele fala sobre o amor de Jesus às pessoas e mantém sua vida de oração e leitura da Bíblia.

“Deus é tão bom para mim que me conservou até essa idade”, declarou o “Seu Syllas” ao jornal O Liberal.

Seu Syllas nasceu em Avaré e trabalhou como corretor de vendas de terras até se aposentar. Ele mora há 20 anos em Americana, no interior de São Paulo, e se mudou em agosto deste ano para um lar de idosos na cidade.

“Morei muito tempo no Paraná e trabalhei na roça. Cuidava de uma fazenda no Paraguai e eu era muito conhecido e respeitado pelos trabalhos que desenvolvia”, disse Seu Syllas. 

Após o falecimento da esposa, Carolina Ribeiro Menezes, aos 81 anos, ele passou a morar com uma dos seis filhos. “Quando minha mãe morreu, ele veio para Americana ficar comigo. Me aposentei por ele, para viver por ele e a rotina dele”, disse Shirlei Menezes, de 67 anos.

A filha Shirlei também se impressiona com a  do pai, que não deixou de ser ativa apesar da idade. “Eu admiro o fato de ele falar tanto de Jesus para outras pessoas e falar sobre amar ao próximo. Isso ninguém tira dele”, disse emocionada.

Seu Syllas, que é evangélico, revelou que é apaixonado pela Palavra de Deus. “Sabe quantas vezes já li a Bíblia? 126 vezes”, contou. Ele também disse que dedicou boa parte de seu tempo para ler livros com temas cristãos.

Ele também costuma tocar louvores com uma gaita que ganhou de um amigo — instrumento que aprendeu a tocar sozinho. Ele costumava tocar a gaita nos cultos e agora toca os hinos para os companheiros da casa de idosos.

“Eu oro pelas pessoas várias vezes ao dia e amo todo mundo. O amor é um vínculo da perfeição”, disse ele, em referência a Colossenses 3:14, que diz: “Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito”.

Boa velhice

A família de seu Syllas é grande: além dos filhos, são 17 netos, 18 bisnetos e um tataraneto. Ele morava com Shirlei até ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e ser transferido pela família para a casa de repouso.

Apesar do AVC, a saúde do idoso impressiona. “Ele faz tudo sozinho. Claro que sempre temos profissionais que o auxiliam, mas é incrível ver como está lúcido e sem nenhuma comorbidade”, disse a enfermeira geriatra Daniela Manfre de Oliveira, uma das proprietárias do asilo, que abriga no total 27 idosos.

 

Heróis da Fé

   

Heróis da Fé: Michael Faraday, cristão dedicado e um dos maiores cientistas do século 19

Ao longo de sua vida, Faraday manteve seu envolvimento com sua igreja e deu um testemunho claro de um relacionamento pessoal com Cristo.

FONTE: COM INFORMAÇÕES DA GODTV E BRITANNICA

ATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 17 SETEMBRO DE 2021 AS 2:48

O físico e químico, Michael Faraday. (Foto: Reprodução / Pinterest)
O físico e químico, Michael Faraday. (Foto: Reprodução / Pinterest)

Michael Faraday nasceu em 22 de setembro de 1791, na vila rural de Newington, na Inglaterra. Seu pai era um ferreiro que havia migrado do norte da Inglaterra no início de 1791 em busca de trabalho. Sua mãe era uma camponesa de grande calma e sabedoria que apoiou emocionalmente o filho durante uma infância difícil.

Ele era um dos quatro filhos do casal, todos com dificuldade em obter o suficiente para comer, já que o pai ficava frequentemente doente e incapaz de trabalhar regularmente.

Nessa fase, Faraday conta de ter recebido um pão que durou uma semana. A família pertencia a uma pequena comunidade cristã, chamada Sandemaniana, que deu sustento espiritual a Faraday ao longo de sua vida.

Ao longo de sua vida, Faraday manteve seu envolvimento com sua igreja e deu um testemunho claro de um relacionamento pessoal com Cristo.

Foi a influência isolada mais importante sobre ele e afetou fortemente a maneira como abordava e interpretava a natureza.

Faraday recebeu apenas os rudimentos de uma educação, aprendendo a ler, escrever e cifrar na escola dominical da igreja. Muito jovem ele começou a ganhar dinheiro entregando jornais para um livreiro e encadernador, e aos 14 anos foi aprendiz do homem.

Ao contrário dos outros aprendizes, Faraday aproveitou a oportunidade para ler alguns dos livros trazidos para a religação. O artigo sobre eletricidade na terceira edição da Encyclopædia Britannica o fascinou particularmente. Usando garrafas velhas e madeira, ele fez um gerador eletrostático bruto e experimentos simples. Ele também construiu uma pilha voltaica fraca com a qual realizou experimentos em eletroquímica.

Em 1821, Faraday se casou com Sarah Barnard, com quem teve uma parceria longa e feliz, embora sem filhos.

Ingresso na ciência

Grande parte do mundo de hoje se baseia em princípios que Faraday descobriu pela primeira vez: o dínamo, o transformador, o motor elétrico, eletrólise e outros.

Ele também inventou o processo que usamos na refrigeração, reconheceu o potencial do éter como anestésico e descobriu o importante benzeno químico, mas a lista de suas descobertas continua.

Tudo começou quando uma grande oportunidade surgiu ao receber a oferta para assistir a palestras de química de Sir Humphry Davy no Royal Institution of Great Britain, em Londres. Faraday foi, sentou-se absorto e registrou as palestras em suas anotações e encadernou o material na esperança aparentemente irrealizável de entrar no templo da ciência. Ele enviou uma cópia encadernada de suas anotações para Davy junto com uma carta pedindo emprego, mas não houve vaga.

Davy não se esqueceu, porém, e, quando um de seus assistentes de laboratório foi demitido por briga, ele ofereceu um emprego a Faraday, que começou como assistente de laboratório de Davy e aprendeu química com um dos maiores praticantes da época. Foi dito, com alguma verdade, que Faraday foi a maior descoberta de Davy.

Faraday não apenas fez o bem, ele também resistiu ao mal, recusando-se a desenvolver armas químicas para uso na Guerra da Crimeia.

Um dos maiores cientistas

Faraday, que se tornou um dos maiores cientistas do século 19, começou sua carreira como químico. Ele escreveu um manual de química prática que revela seu domínio dos aspectos técnicos de sua arte, descobriu uma série de novos compostos orgânicos, entre eles o benzeno, e foi o primeiro a liquefazer um gás "permanente" (ou seja, aquele que se acreditava ser incapaz de liquefação).

Sua maior contribuição, no entanto, foi no campo da eletricidade e do magnetismo. Ele foi o primeiro a produzir uma corrente elétrica a partir de um campo magnético, inventou o primeiro motor elétrico e dínamo, demonstrou a relação entre eletricidade e ligação química, descobriu o efeito do magnetismo sobre a luz e descobriu e chamou de diamagnetismo, o comportamento peculiar de certas substâncias em campos magnéticos fortes. Ele apresentou a base experimental e boa parte da teoria sobre a qual James Clerk Maxwell ergueu a teoria clássica do campo eletromagnético.

Por volta de 1855, a mente de Faraday começou a falhar. Ele ainda fazia experimentos ocasionais, um dos quais envolvia tentar encontrar um efeito elétrico de levantar um peso pesado, já que sentia que a gravidade, como o magnetismo, deveria ser conversível em alguma outra força, provavelmente elétrica.

Monumento a Faraday no cemitério de Highgate. (Foto: Reprodução / Dreamstime)

Desta vez, ele ficou desapontado com suas expectativas, e a Royal Society recusou-se a publicar seus resultados negativos. Mais e mais, Faraday afundou na senilidade.

A rainha Vitória recompensou sua vida de devoção à ciência, concedendo-lhe o uso de uma casa em Hampton Court e até mesmo oferecendo-lhe a honra de um título de cavaleiro.

Faraday aceitou com gratidão o chalé, mas rejeitou o título de cavaleiro; ele, disse ele, permaneceria simples, Sr. Faraday, até o fim.

Albert Einstein tinha um retrato de Faraday em seu escritório para inspirá-lo.

Ele morreu em 25 de agosto de 1867, em Hampton Court, Surrey, e foi enterrado no cemitério de Highgate, em Londres, deixando como seu monumento uma nova concepção da realidade física.